Governador Fl√°vio Dino fala sobre os 100 dias de governo

Durante entrevista o governador do Maranhão abordou a mudança de postura na gestão do estado e as áreas de atuação do governo

Raimundo Boges

Luisa Pinheiro

Publicação: 10/04/2015 11:37 Atualização: 10/04/2015 16:10

“Temos uma gest√£o honesta e respons√°vel” diz Fl√°vio Dino
Entre reuni√Ķes que se sucedem, com secret√°rios ou outros segmentos pol√≠ticos e empresariais no Pal√°cio dos Le√Ķes, o governador Fl√°vio Dino tirou uma hora, na manh√£ de ontem, para falar a O Imparcial. Sem pauta determinada, ele discorreu sobre os problemas encontrados no Maranh√£o e quais deles j√° t√™m solu√ß√£o encaminhada e como projeta as novas etapas da gest√£o, depois dos 100 dias, completados hoje.
Para Fl√°vio Dino, a mudan√ßa mais expressiva √© a de postura da administra√ß√£o. ‚Äú√Č a precondi√ß√£o para que outras mudan√ßas venham‚ÄĚ. Citou a atitude em rela√ß√£o ao bem p√ļblico que administra, sobre o qual ‚Äúa transpar√™ncia e zelo s√£o premissas indispens√°veis‚ÄĚ. Sobre o momento pol√≠tico nacional, o governador do PCdoB destaca como positivos o valor da pluralidade e a oposi√ß√£o, mas condena a transforma√ß√£o disso em luta pela destrui√ß√£o do outro, ‚Äúno √≥dio como m√©todo de a√ß√£o pol√≠tica‚ÄĚ.
Um dos temas mais espinhosos herdados por Fl√°vio Dino √© o caos instalado no Complexo Penitenci√°rio de Pedrinhas. Ele avalia que as falhas que t√™m ocorrido, que levam, por exemplo, a sucessivas fugas e mortes, derivam na maioria das vezes, n√£o da falha de comando, mas da falha de execu√ß√£o das a√ß√Ķes.

O Imparcial¬†- Daquelas propostas de mudan√ßa que o senhor pregou tanto na campanha e depois de eleito, nesses 100 dias de governo, o que j√° p√īde ser concretizado?

Fl√°vio Dino¬†- Queria destacar, em primeiro lugar, a mudan√ßa de postura da administra√ß√£o. Esse registro √© muito importante porque se refere a uma premissa. √Č a precondi√ß√£o para que outras mudan√ßas venham. Me refiro √† atitude em rela√ß√£o ao patrim√īnio p√ļblico, ao dinheiro p√ļblico. Com ele, temos uma atitude de transpar√™ncia e zelo. N√£o h√° nenhuma acusa√ß√£o. N√£o h√° sequer ind√≠cio, em nenhuma √°rea do governo, de ocorr√™ncia de desvio ou mau uso do dinheiro p√ļblico. Temos uma gest√£o honesta e respons√°vel. O segundo conjunto de observa√ß√Ķes diz respeito a resultados concretos, derivados dessa atitude e de outras medidas tomadas. S√£o as relativas √†s pol√≠ticas sociais. Demos demonstra√ß√Ķes de que agora a educa√ß√£o √© prioridade, n√£o apenas ret√≥rica. Equacionamos o problema das progress√Ķes salariais dos professores que se acumulavam h√° d√©cadas.

“Aplicamos o reajuste linear para todos os professores”
O que é isso, didaticamente?
A valoriza√ß√£o dos professores. Por fim ao risco de greve. √Č uma quest√£o fundamental na medida em que o governo tem uma atitude de reconhecimento de direitos. Estamos prevenindo interrup√ß√Ķes do ano letivo como aconteceu em outros momentos. Eu destacaria as progress√Ķes salariais, ou seja, promo√ß√Ķes dos professores. Onze mil deles foram beneficiados com isso. Aplicamos o reajuste linear de 13% para todos os professores ‚Äď mais de 20 mil. Prorrogamos cinco mil contratos, temporariamente. Fizemos isso para garantir desde o primeiro dia do ano letivo, professor em sala de aula. Contratamos mais mil, enquanto preparamos o concurso. E uma medida que eu gostaria tamb√©m de sublinhar na √°rea de educa√ß√£o: no dia 19 de junho, vamos ter a primeira consulta democr√°tica dos diretores de escola do maranh√£o. Significa dizer que os professores, os pais, os alunos e os funcion√°rios √© que v√£o, junto conosco, partilhar a gest√£o da escola. Abri m√£o de uma prerrogativa legal, de nomear os diretores de escola do Maranh√£o. Estou partilhando isso com a comunidade escolar.

O que o senhor espera no curto prazo da eleição direta de diretores de escolas?

Sobretudo, que eles sejam comprometidos com a liderança do processo de transformação da educação no Maranhão. Porque eles vão ser frutos do debate da comunidade. Eles vão passar por um curso, apenas os aprovados no curso poderão concorrer na consulta democrática. E aí eles vão ser submetidos à eleição. E os eleitos vão fazer outro curso, outra prova e, se eles forem aprovados, terão, aí sim, a investidura de diretor. Dobramos praticamente a remuneração dos diretores, porque os estudos mostram que se você tem um diretor de escola, um administrador comprometido com a melhoria daquela escola, os exemplos bons aparecem.
Queria destacar também as medidas alusivas à infraestrutura física educacional. Vamos lançar hoje (ontem) o projeto relativo aos Institutos Estaduais de Educação Profissional. Eles serão vinte no Maranhão. Já lançamos o edital do projeto relativo à substituição das escolas de taipa. Cerca de 151 cidades maranhenses se inscreveram. Em abril, estamos visitando todas essas escolas que os prefeitos disseram que são de palhas. Nossa equipe vai olhar quantos alunos têm, como funcionam, porque nós vamos dar essas escolas aos municípios e avançarmos em outras temáticas da infraestrutura.

Do que encontrou no governo, que caracterizaria como um entulho de tantos anos de domínio político, o que já foi removido nesses três meses?

A gente precisa entender que h√° coisas instant√Ęneas e coisas que s√£o processos. Instantaneamente, o que n√≥s fizemos, vou dar um exemplo. Transpar√™ncia absoluta dos gastos p√ļblicos. O portal da transpar√™ncia do Maranh√£o filtrava 60% e s√≥ 40% dos gastos apareciam para o cidad√£o. N√≥s eliminamos isso. Isso √© uma medida, uma decis√£o para ser feita no curto prazo. Coisas desta natureza, gastos abusivos de um modo geral com contratos terceirizados, no do Detran, por exemplo; na Caema (Companhia de Saneamento do Maranh√£o) e mesmo no Pal√°cio dos Le√Ķes. Cortamos tudo. Na seguran√ßa p√ļblica, estamos atuando no cumprimento da lei, efic√°cia e combate √† impunidade. Em rela√ß√£o ao sistema penitenci√°rio, conseguimos reduzir o n√ļmero de fugas. No primeiro trimestre de 2014, foram 34 fugas. No primeiro trimestre de 2015, 19. Ainda √© alto? Claro que √©, mas j√° reduzimos. O n√ļmero de mortes no sistema penitenci√°rio. No primeiro trimestre de 2014, foram 13. No primeiro trimestre de 2015, foram 4. reduzimos um ter√ßo. √Č claro que quatro ainda √© muito. Queremos zerar.

Qual o maior gargalo no sistema penitenci√°rio?

“Herdamos um sistema em que 90% dos profissionais que trabalham dentro das penitenci√°rias foram selecionados precariamente, mediante uma terceiriza√ß√£o”

Hoje, no caso do Maranhão, é o problema de terceirização. Herdamos um sistema em que 90% dos profissionais que trabalham dentro das penitenciárias foram selecionados precariamente, mediante uma terceirização que visava garantir lucros privados. O que nos desafia é exatamente conseguir fazer a transição que estamos fazendo. Abrimos a seleção para os agentes e auxiliares penitenciários que ficam conosco até a realização do concurso. São 900 vagas temporárias. A seleção está em curso. E aí vamos ter recursos humanos mais adequados. As falhas que têm ocorrido, que levam, por exemplo, a essas fugas, derivam na maioria das vezes não da falha de comando, mas da falha de execução.

E não pode ser também desentrosamento entre os setores que atuam no sistema?

Voc√™ tem raz√£o. Agora, sob minha coordena√ß√£o, est√° ocorrendo uma reuni√£o do Gabinete de Gest√£o Integrada, que envolve o judici√°rio, o Minist√©rio P√ļblico, a Defensoria P√ļblica, as for√ßas armadas, a ABIN, a pol√≠cia civil, a pol√≠cia militar, corpo de bombeiros. Ou seja, todo o sistema de justi√ßa e seguran√ßa p√ļblica se re√ļne agora mensalmente, com a minha dire√ß√£o e com minha presen√ßa, para a gente poder romper essa marca de fragmenta√ß√£o que havia. √Č a busca de a√ß√Ķes compartilhadas que garantam maior efic√°cia da opera√ß√£o. Em rela√ß√£o ao entulho, removemos muita coisa e estamos removendo o que me demanda tempo, como essa quest√£o da seguran√ßa.

Em entrevista ao Programa Roda Viva, o senhor falou de uma situação burguesa que tem 300 anos de defasagem no Maranhão, a qual emperra o processo democrático. O que, de fato, agora, isso vai mudar?

Gostaria de destacar um tema que diz respeito √† rela√ß√£o com o empresariado. Eu instalei, em janeiro o conselho empresarial do Maranh√£o, que re√ļne, tamb√©m com a minha presen√ßa, as principais entidades do estado. Tenho recebido todos os dias investidores privados que j√° atuam no Maranh√£o ou que querem atuar. A minha agenda √© aberta para eles. Quando eu falei dessa defasagem, era a partir da compreens√£o de que n√≥s precisamos democratizar o processo econ√īmico, porque ele estava hiperconcentrado em pequenos grupos.

Mas o senhor disse, no aniversário do PCdoB, que o seu governo é comunista e é comandado por um comunista. Como se dá o comando desse governo num processo capitalista?

O que precisamos no nosso estado, hoje, √© garantir a distribui√ß√£o da riqueza. Nesse sentido, o governante √©, e sou de fato, um socialista, um comunista que acredita na comunh√£o. Como vamos fazer isso? Vamos conseguir chegar a uma distribui√ß√£o mais justa da riqueza mediante gera√ß√£o de empregos, servi√ßos p√ļblicos, se conseguirmos ampliar a riqueza existente. A amplia√ß√£o da riqueza existente do Estado s√≥ pode vir de um caminho: a soma de investimentos p√ļblicos com investimentos privados. Nenhum governo sozinho d√° conta de gerar os recursos necess√°rios para melhoras as condi√ß√Ķes de vida do povo. √Č a√≠ que se d√° essa combina√ß√£o, entre um socialista que deseja aumentar a riqueza para com isso propiciar mais oportunidades.

O senhor falou que tem conversado bastante com investidores que podem vir ao estado. Mas e em rela√ß√£o √†s recentes demiss√Ķes na Alumar e o fechamento de empresas sider√ļrgicas na regi√£o de A√ßail√Ęndia?

Essa situa√ß√£o est√° muito relacionada √† crise internacional. E n√£o come√ßou de agora. A dificuldade das sider√ļrgicas j√° vem de muitos anos no Maranh√£o. Na verdade, tivemos uma desativa√ß√£o crescente dos fornos das sider√ļrgicas h√° v√°rios anos. A alumar j√° tinha desativado 2/3 da sua produ√ß√£o de alum√≠nio antes do nosso governo. Eram tr√™s linhas de produ√ß√£o. Eles consideraram que pre√ßo do alum√≠nio caiu no mercado internacional, o da energia cresceu no Brasil e isso tornou pouco competitivo o produto deles. Claro que lamento e deploro essa decis√£o da Alcoa porque eles tiveram muitos incentivos do povo do Maranh√£o, da sociedade, e acho que houve uma precipita√ß√£o. At√© um descaso em rela√ß√£o ao momento econ√īmico que o Brasil atravessa. Isso deriva muito dessa concep√ß√£o de empresas voltadas para o mercado externo, que √© o grande problema da economia maranhense.

E como será possível mudar esse modelo?

Sobretudo, invertendo a prioridade. A nossa prioridade hoje √© agrega√ß√£o de valor a partir das cadeias produtivas existentes no Maranh√£o. Como exemplo, temos o projeto Salang√ī, abandonado h√° d√©cadas. Vou l√° dia 18 de abril anunciar o enorme investimento do governo do estado para potencializar a produ√ß√£o de arroz do Projeto Salang√ī, em S√£o Mateus. Hoje produzimos metade do arroz que produz√≠amos vinte anos atr√°s. A embaixadora de Cuba veio aqui e disse que queria comprar arroz do Maranh√£o porque hoje Cuba compra do Rio Grande do Sul. Chamo o secret√°rio de Agricultura para vender arroz para Cuba e ele diz que o problema √© que n√≥s tamb√©m compramos arroz do Rio Grande do Sul. A matriz √© invertida nesse sentido, de n√≥s pegarmos essas cadeias produtivas existente de gr√£os e criar um dinamismo econ√īmico para o Maranh√£o.

O programa ‘Mais IDH’ definiu os 30 munic√≠pios mais pobres, mas como ficam os demais que n√£o est√£o nessa lista?
Temos a√ß√Ķes estratificadas a partir de objetivos. No caso da educa√ß√£o, vamos ter uma a√ß√£o dos N√ļcleos de Educa√ß√£o Integral, que ir√£o atender os alunos com atividades de esporte, cultura, de idiomas, laborat√≥rios. Eles v√£o ser implantados primeiro nas cidades maiores, porque vai atingir uma maior quantidade de alunos. Temos as escolas de educa√ß√£o profissional, os Institutos educacionais do Maranh√£o (Iemas), que complementam a rede de IFMA. Mas voc√™ tem raz√£o quanto a necessidade de graduar as a√ß√Ķes, porque elas n√£o podem ser exclusivas nas trinta cidades mais pobres. Dou outro exemplo, o do asfalto. Fizemos em Imperatriz, Caxias e Timon, porque s√£o as maiores cidades do Maranh√£o. E para S√£o Lu√≠s vamos fazer o conv√™nio com o prefeito Edvaldo nas pr√≥ximas semanas. Temos a preocupa√ß√£o de ir posicionando a√ß√Ķes que garantam a presen√ßa do governo de modo uniforme no territ√≥rio estadual.

Qual a participa√ß√£o do munic√≠pio no programa ‘Mais IDH’?

O munic√≠pio √© um articulador das a√ß√Ķes, ele n√£o vai precisar entrar com recursos. Reunimos com os prefeitos, sindicatos e estamos finalizando o processo de instala√ß√£o dos comit√™s municipais. IDH √© longevidade, educa√ß√£o e renda. Temos doze a√ß√Ķes que visam melhorar cada uma dessas coisas. Educa√ß√£o √© a escola digna, substituir as escolas de taipa e o combate ao analfabetismo. Longevidade, for√ßa estadual de sa√ļde que vai atuar na aten√ß√£o b√°sica. √Āgua tamb√©m se inclui nisso. Seguran√ßa alimentar, vamos fazer restaurantes populares nas trinta cidades. Renda, sobretudo a quest√£o da agricultura familiar. Em cada uma dessas cidades, vamos implantar ainda esse ano cem sistemas de produ√ß√£o familiares.

Quando o senhor esteve com a presidente Dilma, tratou desse assunto do IDH, em ação conjunta com o governo federal?

Semana passada, recebemos uma delega√ß√£o do MDS, Minist√©rio de Desenvolvimento Social, que foi conosco a quatro cidades do ‘Mais IDH’ e verificar a situa√ß√£o relativa √† inseguran√ßa alimentar, que √© a quest√£o do bolsa fam√≠lia, de cestas b√°sicas, da pr√≥pria montagem das cozinhas comunit√°rias que faremos junto com o MDS. Quando conversei com a presidente Dilma, levei esse tema com uma √™nfase muito especial, porque acredito que o plano ‘Mais IDH’ tamb√©m tem uma fun√ß√£o pedag√≥gica. Vamos melhorar efetivamente a vida do povo dessas trinta cidades normalmente abandonadas. √Č poss√≠vel, mediante a√ß√£o conjunta…


O Flávio Dino foi eleito em aliança com o PSDB, e agora como se dará o alinhamento de seu governo com o da presidente Dilma?

De total parceria administrativa. Tenho, semanalmente, buscado ajuda do governo federal, recebido aten√ß√£o e cuidado aos nossos pleitos. J√° estive tr√™s vezes com a presidente Dilma nesse in√≠cio de governo, apresentando projetos e ideias. √Č natural que o governo federal infelizmente vive um momento de turbul√™ncia…

Qual a sua avaliação dessa situação em que Dilma se encontra hoje diante do parlamento que praticamente criou um sistema político híbrido, meio parlamentarista, com a presidente acuada e o Congresso dando as cartas?

Essa turbul√™ncia aguda que se vive hoje no Brasil, do ponto de vista de um estado como o Maranh√£o, o que causa? Causa dificuldade de andamento de projetos. O ‘Minha casa minha vida’, para o Maranh√£o, para economia maranhense e para o povo, enfrenta dificuldades no financiamento. O minha casa minha vida 3 ainda n√£o andou como gostar√≠amos. Essa ambi√™ncia pol√≠tica, do ponto de vista administrativo, √© indesej√°vel. Sobre a quest√£o politica, √© preciso ter mais di√°logo entre as for√ßas pol√≠ticas. Exemplifico a partir do Maranh√£o, √© verdade que tivemos apoio do PSDB. Hoje governamos com PSDB e com o PT. Quem conduz a pol√≠tica social do nosso governo √© um dirigente do PSDB e um do PT. √Č o Neto Evangelista, secret√°rio do Desenvolvimento Social, e o professor Chico Gon√ßalves, do PT, secret√°rio de Direitos Humanos e Participa√ß√£o Popular. No plano nacional h√° muita sectariza√ß√£o de posi√ß√Ķes, e experi√™ncias como a do Maranh√£o, mostram que √© poss√≠vel, mediante o di√°logo, fazer as coisas avan√ßarem.


O senhor acha que a oposição está muito sectária em relação ao governo?

√Č um momento econ√īmico complicado que levou a uma continuidade do clima do segundo turno da elei√ß√£o e que acaba levando a uma polariza√ß√£o pol√≠tica rara para o Brasil, eu diria inusitada nesse n√≠vel. O que imagino e desejo √© que isso seja algo transit√≥rio. A pluralidade √© saud√°vel, a exist√™ncia da oposi√ß√£o √© boa, a quest√£o √© quando voc√™ transforma isso na luta pela destrui√ß√£o do outro, no √≥dio do m√©todo de a√ß√£o pol√≠tica. Isso deve ser superado em todas as for√ßas pol√≠ticas, √© preciso ter um clima de mais entendimento.

Especula-se em S√£o Lu√≠s um suposto estremecimento na rela√ß√£o sua com o governo municipal do Edivaldo J√ļnior. De verdade, como √© que est√° essa rela√ß√£o?¬†

N√£o h√° estremecimento nenhum. Pelo contr√°rio, a gente tem focado sempre naquilo que cabe a cada esfera. √Č natural que vez por outra surjam diferen√ßas de abordagem em rela√ß√£o a problemas que t√™m que levar a algum tipo de pactua√ß√£o, como nessa quest√£o recente das tarifas de √īnibus. A prefeitura tomou uma decis√£o, n√≥s consideramos que essa decis√£o n√£o era a melhor naquele momento. Chamamos os empres√°rios e a pr√≥pria prefeitura para um di√°logo e juntos encontramos a solu√ß√£o. Com a participa√ß√£o do governo do estado, reduzindo a al√≠quota do ICMS do combust√≠vel dos √īnibus de 7% para 2%. Isso permitiu que a prefeitura pudesse fazer a redu√ß√£o de R$0,20 da tarifa.

O senhor como pol√≠tico, como governador, como j√° est√° vendo o cen√°rio de 2016 para as elei√ß√Ķes municipais?

Em rela√ß√£o a isso, tenho optado por n√£o ver. Acho que h√° tempo para tudo debaixo do c√©u e acho que h√° um exaurimento da sociedade em rela√ß√£o √† repeti√ß√£o de elei√ß√Ķes, como se isso fosse um processo eterno. No mais, fui eleito para governar e n√£o para ficar disputando elei√ß√£o.

Sobre a redução da alíquota do ICMS, quando o senhor assumiu disse haver um rombo nas finanças do Estado, o Maranhão tinha como fazer essa redução do imposto?

“N√£o h√° nenhuma acusa√ß√£o. N√£o h√° sequer ind√≠cio, em nenhuma √°rea do governo, de ocorr√™ncia de desvio ou mau uso do dinheiro p√ļblico”

N√£o apenas tinha como tem o rombo. Recebemos R$ 1,3 bi em d√≠vida e R$ 24 mi em caixa. O que estamos fazendo √© redirecionar gastos. Evidentemente sempre sobre press√£o das urg√™ncias, me refiro, por exemplo, √† tem√°tica dos precat√≥rios. Recebemos quase R$ 800 milh√Ķes atrasados. Pagamentos de cr√©ditos fiscais de empresas tamb√©m est√£o atrasados. O que estamos tentando ainda √© o que se refere aos servidores, aos prestadores de servi√ßo de um modo geral, e aos fornecedores de insumos emergenciais, sobretudo na √°rea de sa√ļde. S√≥ a√≠ pegamos R$ 184 mi de d√≠vidas e estamos praticamente zerados. Em maio, vamos fazer a retomada dos pagamentos dos precat√≥rios que estavam interrompidos h√° mais de tr√™s anos. O Estado n√£o paga nada de precat√≥rio, a n√£o ser o precat√≥rio do Alberto Yousseff, da Constran.

Tenho dados do IMESC sobre o crescimento do PIB maranhense de 2009 a 2014. O PIB passou de R$ 39 bi, em 2009, para R$ 45 bi, em 2010, para R$ 52 bi, em 2011, e chegaria a R$ 67 bi em 2012. Esses dados s√£o reais?

Sim, a economia do nordeste, de um modo geral, cresceu muito nos √ļltimos anos. O dobro ou o triplo da m√©dia nacional, porque houve a soma de pol√≠ticas sociais, como o bolsa fam√≠lia e aumento do sal√°rio m√≠nimo, investimento na agricultura familiar, com investimentos privados em peso no Maranh√£o. Por exemplo, a Suzano √© um investimento importante, um terminal de gr√£os, Porto do Itaqui, coisas que v√™m de dez anos, inclusive. Uma luta que come√ßou no governo Z√© Reinaldo, no governo Jackson, ultrapassou o governo da Roseana e finalmente estamos, depois de uma d√©cada, colhendo os resultados.

Há uma relação direta do PIB com o IDH, principalmente na região do nordeste.

Por isso que temos dois desafios. O desafio do crescimento da riqueza e do modo como essa riqueza √© aplicada, hoje nosso enfoque principal. Estamos lutando para manter a trajet√≥ria de continuidade da riqueza, apesar desse ambiente hostil a n√≠vel nacional. Se o PIB parar de crescer, em algum momento vai se esgotar o processo de distribui√ß√£o, de extens√£o dos servi√ßos p√ļblicos, etc. Por isso que o Brasil precisa desesperadamente sair desse impasse. A Petrobras √© desde os anos 50, o motor de desenvolvimento do Brasil junto com a ind√ļstria automobil√≠stica. √Č um bloco complexo que impulsionou a economia brasileira desde os anos 50. Na medida em que ele atravessa essa crise de credibilidade e de desinvestimento, isso impacta a economia brasileira e a maranhense, por conseguinte. O exemplo mais pr√≥ximo √© a desativa√ß√£o tempor√°ria da refinaria de Bacabeira.

Essa desativa√ß√£o √© tempor√°ria ou definitiva? Acrescentaria a isso que hoje saiu uma not√≠cia nacional que a presidente Dilma cancelou o contrato com a Ucr√Ęnia em rela√ß√£o ao projeto de Alc√Ęntara, o Cyclone.

Esse contrato com a Alc√Ęntara Cyclone Space, a binacional com a Ucr√Ęnia, j√° est√° paralisado h√° quatro ou cinco anos. Isso foi feito no primeiro governo do presidente Lula. Concretamente o Brasil parou de fazer um investimento na base e parou tamb√©m de fazer o repasse para a binacional. Dialoguei com a presidente Dilma sobre isto e com o ministro Aldo Rebelo. Eles se basearam num estudo t√©cnico feito pela Ag√™ncia Espacial Brasileira, que sustenta que hoje h√° uma defasagem tecnol√≥gica da Ucr√Ęnia e que esse projeto, quando conclu√≠do, n√£o atenderia o objetivo brasileiro de ter um ve√≠culo lan√ßador de sat√©lites. Sobre a refinaria, tenho absoluta convic√ß√£o de que √© algo tempor√°rio. Em algum momento, o Brasil vai precisar aumentar sua capacidade de refino, porque o pr√©-sal √© uma realidade. Obviamente para o Brasil √© muito melhor, em se transformando em um grande produtor de petr√≥leo, exportar produtos que tenham agrega√ß√£o de valor. Estamos buscando alternativas com a Petrobras para, quando a Petrobras sair da crise, o investimento seja retomado.

Ontem mesmo o diretor de abastecimento esteve na audi√™ncia da comiss√£o externa da C√Ęmara dos Deputados falando que a quest√£o econ√īmica impedia a manuten√ß√£o do projeto. A pol√≠tica da Petrobras pode mudar ou a Lei do Petr√≥leo tem que ser rediscutida?

A pol√≠tica da Petrobras vai mudar, tenho absoluta certeza. Passado o per√≠odo de aprova√ß√£o do balan√ßo, de realiza√ß√£o das perdas por causa desse lamentavel esc√Ęndalo de corrup√ß√£o que resbalou inclusive no Maranh√£o, no governo passado. Precisamos de uma Petrobras ativa investindo no Pa√≠s. Passado esse momento, que espero que seja breve, com certeza o Maranh√£o, como disse, tem todas as condi√ß√Ķes de voltar a desejar a refinaria. Dessa vez, com seriedade. Sem propina e tamb√©m sem mentiras, sem falsas expectativas. Retomei agora o projeto da refinaria, que deu origem a tudo isso, feito no governo Z√© Reinaldo. Em 2004, foi feito um projeto de refinaria de menor porte e esse projeto depois de anos e anos se transformou na Refinaria Premium.

Quando assumiu, deve ter sentido um impacto muito grande no conjunto da obra que é o governo. Hoje, o senhor está mais otimista em relação ao que viu?

Sempre sou otimista. Sempre tenho a perspectiva transformadora, de que √© poss√≠vel fazer. O otimismo n√£o √© ing√™nuo, ele √© baseado em fatos. Em 100 dias fizemos mais do que todos os governos anteriores, como o da governadora Roseana, em cem dias. Temos indicadores melhores em tudo, na gest√£o fiscal, na arrecada√ß√£o tribut√°ria, gastos em educa√ß√£o, avan√ßos na sa√ļde e seguran√ßa, redu√ß√£o de indicadores de viol√™ncia. H√° quem pense por a√≠ que nosso governo tem quatro anos ou tr√™s anos, mas fa√ßo quest√£o de lembrar que tem cem dias apenas.

E como está a relação do governo com a bancada maranhense do Congresso Nacional?

Conversamos quase que diariamente com a bancada porque temos sempre temas no Congresso que dizem respeito aos estados que t√™m menos for√ßa econ√īmica. Essa sinergia tem resultado em ganhos, tivemos uma grande conquista na √°rea da sa√ļde no que diz respeito ao repasse do teto per capita da sa√ļde, tivemos aumento de 88 milh√Ķes para 2015.

A nível nacional, o orçamento impositivo foi aprovado, mas enfrenta alguma dificuldade na Assembleia Legislativa. Qual o posicionamento do governo em relação a isso?

Sempre tenho frisado que esse é um assunto da Assembleia, porque envolve uma mudança constitucional que compete ao parlamento decidir. O que temos deixado claro é que sempre vamos dialogar com os deputados. Acho que no caso federal é preciso passar um tempo para ver como vai se dar isso na prática

O senhor acredita que a matéria foi aprovada em Brasília devido ao posicionamento do Eduardo Cunha?

Sobretudo por uma conjetura pol√≠tica. H√° um desejo de implantar um monstro no Brasil, que √© o regime presidencialista em que a responsabilidade principal √© do Poder Executivo, mas ao mesmo tempo ele age sob muitos constrangimentos derivados da atua√ß√£o do legislativo e do judici√°rio. √Č imposs√≠vel dar certo um hibridismo dessa natureza em que voc√™ n√£o sabe ao certo quem comanda o jogo institucional. Em algum momento, isso vai ter que resultar ou num pacto pol√≠tico para que as institui√ß√Ķes voltem a funcionar em outros termos ou em mudan√ßas constitucionais para que adequem as normas aos objetivos das for√ßas pol√≠ticas.

Sairia disso o bojo de uma reforma política?

Hoje √© muito dif√≠cil fazer uma reforma pol√≠tica produtiva exatamente por conta do ambiente. H√° uma pr√©-condi√ß√£o para que tenhamos uma boa reforma, realmente um desarmar de esp√≠ritos. Neste caso da reforma pol√≠tica, assim como da maioridade penal, a atitude mais s√°bia seria deixar isso para um momento melhor, menos contaminado pelo debate pol√≠tico para ter uma decis√£o mais racional sob pena de termos decis√Ķes que se revelem um enorme e irrevers√≠vel desastre. Porque, como o grande Cazuza cantou, ‚Äúo tempo n√£o para‚ÄĚ…

Amaury lidera comissão de prefeitos em visita a Márcio Jerry…

por  

Presidente do Cons√≥rcio Conguar√°s, prefeito de Mirinzal coordenou o encontro de gestores com o secret√°rio de Articula√ß√£o Pol√≠tica, em que a pauta principal foi a regionaliza√ß√£o da Sa√ļde na regi√£o litoral maranhense

 

Amaury, entre M√°rcio Jerry e o prefeitos do Conguar√°sAmaury, entre M√°rcio Jerry e o prefeitos do Conguar√°s

Uma comissão de Prefeitos pertencentes ao Consórcio Conguarás,  presidida pelo Prefeito de Mirinzal, Amaury Almeida, se reuniram quarta- feira, 25, com o  Secretário de Articulação Política,  Márcio Jerry, em São Luis.

Entre outros assuntos, a pauta principal da reuni√£o foi a regionaliza√ß√£o da sa√ļde no Litoral Ocidental.

Uma visita ao Hospital Santa Casa de Cururupu para tratar do assunto ficou agendada pelo Secret√°rio Estadual de Sa√ļde, Marcos Pacheco, para o dia 06 de abril.

Durante a visita ser√° avaliada as condi√ß√Ķes do Hospital¬† para a implanta√ß√£o de quatro especialidades de m√©dia complexidade no local.

Marcio Jerry se destaca no secretariado

Do Blog da Kelly

Apesar de ter menos de 100 dias de duração, o novo Governo do Maranhão começa a colher os frutos de um trabalho que promete ser muito exitoso ao longo dos 4 anos de mandato. Um dos responsáveis pelo sucesso da Administração maranhense é o jornalista e professor universitário Marcio Jerry, titular da Secretaria de Articulação Política.

“Ele √© experiente, gosta de articular e tem a dimens√£o exata do desafio que lhe foi confiado pelo governador”, afirma um deputado da base aliada que tem conversado com frequ√™ncia com Jerry. Um prefeito que tamb√©m foi recebido em audi√™ncia ressalta que o profundo conhecimento dos problemas municipais e regionais do Secret√°rio o surpreenderam.
Presidente do Diretório do PCdoB maranhense, Marcio não está estreando no Executivo. Anteriormente foi Secretário Municipal em Imperatriz e São Luis. Ele também assessorou o governador quando o mesmo exerceu o mandato de deputado federal.
Jerry sem nenhuma duvida se destacará, muito mais ainda no nosso MARANHÃO.

Blogueiros ligados a familia Sarney mentem descaradamente

Esclarecimento
Tomei conhecimento hoje através de amigos que o blogueiro Caio Hostílio fez uma postagem mentirosa contra mim, afirmando que eu teria aprontado numa festa recente, subindo em mesa e falando absurdos.

O blogueiro n√£o prova nada do que escreveu porque tudo que escreveu √© mentira. Estive na festa que ele menciona, mas em nenhum momento fiz qualquer coisa que pudesse ser considerada ofensiva a quem quer que seja. Quem me conhece sabe do meu comportamento e jamais¬†me viu aprontando, ‚Äúfobando‚ÄĚ, tomando atitude que desrespeitasse o meu semelhante ou que viesse a expor meu pai, como ele diz l√°.

A atitude covarde do Caio Host√≠lio ser√° respondida tamb√©m na Justi√ßa, a quem devem sempre recorrer os que s√£o v√≠timas de inj√ļrias, cal√ļnias e difama√ß√Ķes.

E espero que o Caio Host√≠lio apure os fatos antes de divulgar e n√£o apele a tamanha baixaria com o objetivo na verdade de querer atacar meu pai, M√°rcio Jerry. √Č tamanha a mentira que na postagem ele me chama de ‚ÄúJerry Filho‚ÄĚ, nome que nunca fui chamado por ningu√©m, numa prova de que me desconhece por completo
Caetano Azevedo Saraiva Barroso

Governador assina ordem de servi√ßo de estrada que liga Buriti-Bravo ao Ba√ļ

O Governador Fl√°vio Dino¬†assinou ordem de servi√ßo para as obras de pavimenta√ß√£o na MA 034, ligando Buriti-Bravo ao Ba√ļ. Com a medida a cidade de Colinas ser√° beneficiada, uma vez que estar√° interligada por asfalto at√© a capital piauiense.

“N√≥s estamos e ficaremos muito atentos para os prazos da conclus√£o da obra “, disse o Secret√°rio de Infraestrutura Clayton Noleto.

A Vereadora R√©gia agradeceu ao Governador pela decis√£o: ” Infelizmente os compromissos na C√Ęmara de Colinas me impediram de comparecer a cerim√īnia, mas fico feliz e cada vez mais motivada em participar desse novo momento na politica maranhense, tendo a frente o amigo Flavio Dino” disse a parlamentar.

Secret√°rio Cleyton explica que acompanhar√° a obra para que seja entregue no prazo acordado

C√āMARA DE VEREADORES DE COLINAS INVESTE EM CAPACITA√á√ÉO NA ZONA RURAL

Em mais uma a√ß√£o inovadora, a C√Ęmara de Vereadores de Colinas iniciou mais uma turma de Capacita√ß√£o na √°rea de Inform√°tica. Agora foi a vez dos moradores do Povoado Peixe e Regi√£o receberem a comitiva de vereadores e receberem a boa noticia.

Uma das marcas da atual mesa diretora da C√Ęmara √© o de aproximar a casa legislativa da popula√ß√£o, levando oportunidades de capacita√ß√£o para os moradores sem a necessidade destes se deslocarem para a sede do Munic√≠pio.

Vereadora Régia ao centro fala aos moradores do Povoado Peixe

 

 

Saiba mais sobre a educa√ß√£o gratuita √† dist√Ęncia

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Fonte: Portal G1

Ricardo Murad em apuros

Confiss√Ķes perigosas

por johncutrim

A situa√ß√£o do ex-secret√°rio de Sa√ļde do governo Roseana Sarney, Ricardo Murad, segundo informou o ministro da Justi√ßa, Jos√© Eduardo Cardoso, ao governador do Maranh√£o, √© sens√≠vel.

No encontro que teve com Fl√°vio Dino esta semana no Minist√©rio da Justi√ßa, Cardoso compartilhou informa√ß√Ķes sobre as investiga√ß√Ķes contra o cunhado da ex-governadora Roseana Sarney.

A informação é da coluna Informe JP.

Brasilia descobre que o Maranh√£o agora tem um Governador

Flávio Dino apresenta projeto ao secrertário nacional do PAC, Maurício Muniz

Blog do Garrone

Ao contrário da ex-governadora Roseana Sarney que não descia do seu pedestal, o governador Flávio Dino arregaçou as mangas e faz desde a segunda-feira uma verdadeira peregrinação na Esplanada dos Ministérios em Brasília em busca de recursos para o Maranhão.

Uma atitude de governador que faltava ao nosso Estado, antes dependente dos interesses familiares e empresariais dos Sarneys, por onde de maneira enviesada conseguiam abrir as portas do governo Federal sem a necessidade da ent√£o governadora Roseana Sarney se dignificar a bater de porta em porta para defender o Maranh√£o.

Seria humilhante para a filha de um ex-presidente da Rep√ļblica!

O resultado não poderia ser outro com o Maranhão relegado a favores políticos ao ex-senador Sarney, transformando-se  em um dos estados mais pobres da Federação.

Em dois dias, Fl√°vio Dino visitou os minist√©rios da Educa√ß√£o, Integra√ß√£o Nacional, Rela√ß√Ķes Institucionais, Sa√ļde, Casa Civil e o Banco Mundial.

Muitos dos funcion√°rios dessas institui√ß√Ķes nunca tinham visto um governador do Maranh√£o, e quando ouviam falar era sobre as den√ļncias de corrup√ß√£o, como no caso do precat√≥rio da Constram e as propinas do doleiro Alberto Yousseff, preso pela Pol√≠cia Federal em um hotel em S√£o Lu√≠s durante a Opera√ß√£o Lava Jato.

Solu√ß√Ķes para infraestrutura log√≠stica e de produ√ß√£o para as diferentes regi√Ķes do estado estiveram na pauta de Fl√°vio Dino em Bras√≠lia, com apresenta√ß√Ķes de projetos pelo pr√≥prio governador

A retomada dos projetos de produ√ß√£o e irriga√ß√£o no Estado, por exemplo, foi o ponto central da reuni√£o com a equipe t√©cnica do Minist√©rio da Integra√ß√£o Nacional., onde foi tratado a¬†operacionaliza√ß√£o dos diques da Baixada maranhense, que encontram-se paralisados a v√°rios anos devido a inoper√Ęncia do antigo regime.

A ida de Flávio Dino e  equipe à Brasília foi programada para destravar investimentos e garantir novos projetos em parceria com o governo Federal e entidades para que o Maranhão entre em um novo ciclo de desenvolvimento, tendo como matriz a busca pela Justiça social e o combate às desigualdades.

O Maranh√£o agora sim tem governo e um governador que trocou a pompa e as regalias e colocou os p√©s no ch√£o para pessoalmente defender os interesses do estado em reuni√Ķes t√©cnicas nos minist√©rios, sem a necessidade de encontros fechados nos gabinetes da Esplanada.

Essa é a diferença entre um  governo republicano, e um monarca que dominou o Maranhão por mais de 40 anos.

Curtas

Sem apoio

S√£o cada vez mais evidentes os sinais de fragilidade politica do Prefeito Antonio Carlos. Antes com maioria ¬†folgada na C√Ęmara, o prefeito tem acompanhado at√īnito a perca de aliados. ¬†At√© mesmo o Presidente da C√Ęmara j√° ensaia sa√≠da da base, uma vez que t√™m feito criticas reiteradas ao governo municipal, principalmente no que diz respeito a paralisa√ß√£o de importantes obras para a cidade.

Lima candidato?

A independ√™ncia de Lima ficou mais exposta ainda com o an√ļncio de sua pr√©-candidatura a Prefeito. Experiente como Vereador, o parlamentar enxerga o momento como propicio para se apresentar para o povo. O v√°cuo √© enorme diante da impopularidade do Prefeito.

Oposição alerta

Para a oposi√ß√£o a rejei√ß√£o ao Prefeito √© praticamente irrevers√≠vel e a tend√™ncia √© piorar, caso importantes obras frutos de recursos federais n√£o sejam entregues. O caso mais emblem√°tico √© o da ponte da Trizidela, que caso n√£o seja concretizado, acabar√° de vez com qualquer possibilidade de reelei√ß√£o para o Prefeito. A oposi√ß√£o enxerga o vazio e j√° come√ßa a se articular com vistas as elei√ß√Ķes municipais. Na foto abaixo o Ex-Deputado Z√© Eider aparece ao lado da ex-Prefeita Valmira e dos vereadores Valterly e Osvaldinho. Z√© Eider √© um dos maiores entusiastas da renova√ß√£o na politica colinense e v√™m mostrando habilidade para unir a oposi√ß√£o. √Č AGUARDAR E CONFERIR.

Arnaldo em alerta

Um dos poucos aliados fortes do Prefeito Antonio Carlos, o Ex-Deputado Arnaldo Melo assiste de camarote a derrocada do neo-aliado. Nos bastidores estimula candidatura de Lima, ao tempo que tira “casquinha” de algumas a√ß√Ķes do executivo que o mesmo julga interessante participar, como foi no Carnaval. Arnaldo esperar√° s√≥ o momento certo pra “pular do barco” que ele nem considera ter entrado.

Enquanto isso na ilha

Enquanto isso em S√£o Luis dois colinenses de proa est√£o concentrados em suas a√ß√Ķes no Governo do Estado, mas com o “olho” em Colinas. Marcio Jerry e Carlos Brand√£o seguem afinados, e dispostos a participarem fortemente das elei√ß√Ķes colinenses.

Regia como alternativa

Regia com Governador e Vice

Concentrada em exercer o mandato de Vereadora, Regia Barroso é apontada por várias lideranças políticas de Colinas como o nome ideal para unir toda a oposição em torno de um projeto viável e consistente.

 

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