Regia Barroso lança Pré-candidatura em grande ato do PCdoB

A vereadora R√©gia Barroso, de Colinas, se filiou ao PCdoB em ato realizado neste domingo (04), no Colinas Club, com grande presen√ßa de lideran√ßas pol√≠ticas do munic√≠pio, da regi√£o do M√©dio Sert√£o e de todo o Maranh√£o. A cerim√īnia foi marcada pelo discurso afinado de uni√£o das oposi√ß√Ķes para a vit√≥ria nas elei√ß√Ķes municipais de 2016.

Egressa do PT, R√©gia Barroso foi eleita vereadora de Colinas nas elei√ß√Ķes de 2012 com 1.007 votos, sendo a parlamentar mais votada na coliga√ß√£o ‚ÄúO Povo Decide‚ÄĚ. Primeira secret√°ria da C√Ęmara Municipal ‚Äď reeleita para o bi√™nio 2015/2016 ‚Äď a pr√©-candidata a prefeita pelo PCdoB tem se destacado pelas posi√ß√Ķes firmes e atua√ß√£o em prol de melhorias para os colinenses.

Para R√©gia, a filia√ß√£o ao PCdoB √© um momento decisivo na sua vida pol√≠tica e o lan√ßamento da pr√©-candidatura a prefeita ratifica a posi√ß√£o de que Colinas ter√° uma representante que far√° o melhor pelo povo. ‚ÄúA bandeira do PCdoB √© a √©tica, justi√ßa, honestidade, igualdade e a verdade. Ent√£o, isso que mais me atraiu ao partido. Acredito no governo do PCdoB e no governador Fl√°vio Dino‚ÄĚ, ressaltou.

O presidente estadual do PCdoB, M√°rcio Jerry, destacou que o partido ir√° buscar unificar a base de apoio do governador Fl√°vio Dino em todos os munic√≠pios do Maranh√£o. ‚ÄúVamos buscar nos munic√≠pios construir programas, propostas, que estejam sintonizados com esse momento diferente e novo que o Maranh√£o vive‚ÄĚ, enfatizou.

De acordo com Jerry, o nome da vereadora R√©gia foi colocado pelo partido √† disposi√ß√£o das outras for√ßas partid√°rias, mas que o objetivo maior √© unir as for√ßas pol√≠ticas, os movimentos sociais, as lideran√ßas religiosas, os empres√°rios da cidade para ‚Äúconstituir um movimento que qualificamos de Partido de Colinas. O que vai nos unir √© um programa de compromissos voltado para o munic√≠pio‚ÄĚ.

O ato de filia√ß√£o da vereadora R√©gia Barroso ao PCdoB foi bastante prestigiado por pol√≠ticos de todo o Maranh√£o. O deputado federal Rubens J√ļnior, os deputados estaduais Carlinhos Flor√™ncio e F√°bio Macedo, o secret√°rio de Esporte e Lazer do Maranh√£o, M√°rcio Jardim, dos prefeitos¬†Kleber Tratorz√£o (S√£o Domingos), Tema (Tuntum), Hernando Macedo (Dom Pedro), Gordinho (Passagem Franca), Marconi (Sucupira do Norte), Suely Pereira (Mat√Ķes), da ex-prefeita de Colinas, Valmira Miranda, al√©m de vereadores e lideran√ßas de Colinas e toda a regi√£o do M√©dio Sert√£o participaram do evento.

Rubens J√ļnior ressaltou a escolha do nome de R√©gia Barroso como pr√©-candidata do PCdoB a Prefeitura de Colinas. Para ele, a vereadora representa¬†o mesmo sentimento, esperan√ßa e determina√ß√£o que move o governador Fl√°vio Dino. ‚ÄúMas sozinho n√≥s n√£o mudaremos a realidade de Colinas e do Maranh√£o. Precisamos garantir a unidade da oposi√ß√£o, como fizemos em 2014‚ÄĚ, defendeu o deputado federal.

O ex-prefeito e um dos l√≠deres da oposi√ß√£o de Colinas, Jos√© Henrique Brand√£o, tamb√©m real√ßou que as for√ßas pol√≠ticas contr√°rias ao atual prefeito de Colinas precisam marchar unidas pela vit√≥ria nas elei√ß√Ķes do pr√≥ximo ano. ‚ÄúPor Colinas vamos sentar, vamos nos reunir e escolher o melhor nome. As oposi√ß√Ķes estar√£o unidas para melhorar a cidade‚ÄĚ, completou.

Políticas para Mulheres são discutidas em Conferência

Vereadora Régia, Vereador Valterly e Comandante Cutrim acompanharam a Secretária Laurinda

A¬†mobiliza√ß√£o em prol da implementa√ß√£o, planejamento e discuss√£o das Pol√≠ticas P√ļblicas para as Mulheres atrav√©s das Confer√™ncias Municipais teve in√≠cio no √ļltimo dia 27, no munic√≠pio de Chapadinha. Hoje(01/09), foi a vez de Colinas sediar¬†a Confer√™ncia que contou com a presen√ßa da Secret√°ria de Estado da Mulher Laurinda Pinto.

Com o objetivo de Fortalecer a Pol√≠tica Nacional e Estadual para as Mulheres, as Confer√™ncias Municipais promovem, qualificam e garantem a participa√ß√£o da sociedade, em especial das mulheres, na formula√ß√£o e no controle das pol√≠ticas para as mulheres. Os conselhos s√£o mecanismos de fortalecimento das rela√ß√Ķes entre o governo e a sociedade civil para maior efetividade na execu√ß√£o e controle da Pol√≠tica Nacional, Estadual e Municipal para as Mulheres, al√©m de estimular a cria√ß√£o, o fortalecimento e a elabora√ß√£o das organiza√ß√Ķes feministas e de mulheres; dos Organismos e dos Planos Municipais, Estadual e Nacional de Pol√≠ticas para as Mulheres. Tamb√©m discute e define subs√≠dios e recomenda√ß√Ķes para a constru√ß√£o do Sistema Nacional, Estadual e Municipais de Pol√≠ticas para as Mulheres.

‚ÄúAt√© novembro estaremos fazendo essa mobiliza√ß√£o em todos os munic√≠pios que possuem organismos para mulheres no estado. N√≥s temos um grande desafio no Brasil, que √© realmente formar um sistema de pol√≠ticas p√ļblicas paras as mulheres. Temos uma pol√≠tica estruturante muito bem conduzida pela presidenta Dilma e aqui no Maranh√£o pelo Governador Fl√°vio Dino‚ÄĚ, falou a Secret√°ria de Estado da Mulher, Laurinda Pinto.

O tema das Confer√™ncias deste ano √© ‚ÄúMais direitos, participa√ß√£o e poder para as mulheres‚ÄĚ. As confer√™ncias seguem quatro Eixos Tem√°ticos (Eixo I ‚Äď Contribui√ß√£o dos Conselhos dos Direitos da Mulher e dos movimentos feministas e de mulheres para a efetiva√ß√£o da igualdade de direitos e oportunidade para as mulheres em sua diversidade e especificidades: avan√ßos e desafios; Eixo II ‚Äď Estruturas institucionais e pol√≠ticas p√ļblicas desenvolvidas para as mulheres no √Ęmbito municipais, estadual e federal: avan√ßos e desafios; Eixo III ‚Äď Sistema Pol√≠tico com participa√ß√£o das mulheres e igualdade: recomenda√ß√Ķes; Eixo IV ‚Äď Sistemas Nacional, Estadual e Municipais de Pol√≠ticas para as Mulheres: subs√≠dios e recomenda√ß√Ķes) e duas etapas: uma livre e outra eletiva.

A Secret√°ria de Politicas para Mulheres¬† Laurinda Pinto foi acompanhada pela Vereadora Regia, que fez quest√£o de apoiar o evento. ” Trata-se de um evento de suma import√Ęncia uma vez que n√≥s mulheres enfrentamos uma realidade de falta de estrutura de prote√ß√£o √† mulher , bem como de uma participa√ß√£o desigual nos espa√ßos decis√≥rios. Temos, todos, um compromisso com esta luta atrav√©s de meu mandato e¬†como cidad√£¬†‚ÄĚ, disse a Vereadora R√©gia.

* Com informa√ß√Ķes do Portal do Governo do Estado.

Imagem da semana: Prefeito constrangido

A imagem abaixo causou estranheza na classe politica presente ao Encontro Estadual do PSB. Na foto √© notada a presen√ßa do Prefeito Ant√īnio Carlos, que est√° de sa√≠da pro PSD, depois de ter feito campanha contra a agremia√ß√£o socialista, sem apoiar sequer o colega de Partido, Roberto Rocha.

 

‚ÄúEsse neg√≥cio de ficha suja n√£o existe.Vou ser candidato‚ÄĚ Diz Z√© M√°rio, ex-prefeito de S√£o Jo√£o dos Patos.

Zé Mário

Por Edimilson Gil

 

O ex-prefeito de S√£o Jo√£o dos Patos/MA , Z√© Mario, que est√° prestes a se filiar ao Partido Progressista (PP) deixou claro que est√° com todo ‚Äúg√°s‚ÄĚ pra enfrentar a disputa em 2016 e ser√° pr√© candidato a prefeito. ¬†Agora depois de pegar junto ao¬† tribunal de Contas do Estado uma certid√£o que tiram parte dos problemas dos caminhos do ex-prefeito, como uma carta de alforria, essa certid√£o vem¬† como ¬†um recado aos que costumam fazer cr√≠ticas ao seus oito anos de governo, aqueles que n√£o gostaria que acontecesse em 2016 um embate pol√≠tico com aquele que lidera todas as pesquisas, mesmo durante todo esse per√≠odo de silencio e arrotos de desafetos, o ex prefeito se manteve firme e sempre presente¬† e claro com cautela sem muito alarde.

Em conversa com Z√© M√°rio, ele nos afirmou ‚ÄúEles (os advers√°rios) tem medo que eu entre na disputa. Esse neg√≥cio de ficha suja n√£o existe. Eles sabem que vou ser candidato e se n√£o for, avisarei a todos e direi quem √© o meu sucessor‚ÄĚ,¬†disse o ex-prefeito, e depois ¬†disso as articula√ß√Ķes est√£o a todo vapor e, a cidade que respira ¬†e cheira pol√≠tica o ano inteiro e cuja a maioria dos empregos e da economia local giram em torno da prefeitura ¬†e por isso gera medo e silencio e se estivesse na bolsa de valores com essa decis√£o do TCE, estaria em alta, sem sombra de duvidas, agora o term√īmetro ira aumentar ainda mais¬† com o aumento desse term√īmetro, podem vir amea√ßas, morda√ßas e tudo indica que a partir de agora cria-se um abismo maior entre Z√© M√°rio e seu principal advers√°rio o atual prefeito Wald√™nio, dando f√īlego e respirando aliviado aqueles que estavam cabisbaixo achando que o ex-prefeito n√£o poderia entrar nesse grande duelo democr√°tico que deixa claro que o poder emana do povo.

Fonte: Blog Vozes do Sertão


Sinproesemma de Colinas leva professores às ruas por cumprimento da jornada de trabalho

Insatisfeitos com a jornada de trabalho ser acima da Lei do Piso, o n√ļcleo do Sindicato dos Trabalhadores em Educa√ß√£o P√ļblica do Maranh√£o (Sinproesemma) em Colinas realizou, na manh√£ dessa sexta-feira 28, uma manifesta√ß√£o em favor da implanta√ß√£o das 13 horas semanais. O ato, que tamb√©m cobrou a nomea√ß√£o de excedentes do concurso da rede municipal realizado em 2014, aconteceu na Pra√ßa Henrique Leite, Centro da cidade. A informa√ß√£o √© do¬†Di√°rio de Colinas.

 

Professores de Colinas querem o cumprimento imediato das 13 horas semanais
DI√ĀRIO DE COLINASPROTESTOProfessores de Colinas querem o cumprimento imediato das 13 horas semanais

 

De acordo com a coordenadora do¬†Sinproesemma em Colinas, Ana Paula, os professores da rede p√ļblica municipal cobram a destina√ß√£o de um ter√ßo da carga hor√°ria para o planejamento escolar, como determina a Lei do Piso, aprovada pelo Congresso Nacional em 2008.

A dirigente denuncia ainda que, apesar da determinação da lei para que interação entre os docentes e os educandos não exceda o máximo 13 horas semanais, os professores de Colinas estão cumprindo uma carga horária composta por 15 horas semanais.

Excedentes

Durante o protesto, os manifestantes¬†tamb√©m defenderam¬†a import√Ęncia da convoca√ß√£o dos excedentes do concurso p√ļblico de 2014.

Os dirigentes do Sinproesemma de Colinas rebatem os argumentos da falta da falta de or√ßamento, levantados pela administra√ß√£o do prefeito Ant√īnio Carlos (PSB), por meio da Secretaria Municipal de Educa√ß√£o, porque a nomea√ß√£o dos excedentes, em substitui√ß√£o dos contratos, ir√°¬†prevenir os cofre da prefeitura do pagamento de mais multas, j√° que isso vem acontecendo em anos anteriores por diversas irregularidades trabalhistas na contrata√ß√£o de profissionais sem concurso.

Fonte: Atual6

Presidente do CREA se re√Ļne com Governador

 

Governador Fl√°vio Dino satisfeito com a ideia de uma parceria entre o Governo do Estado e as entidades de Engenharia e Agronomia

 

 

Representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (CREA/MA), do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Maranhão, do Clube de Engenharia e da Associação dos Geólogos do Maranhão se reuniram dia 23 de julho, com o governador do Estado, Flávio Dino. A pauta foi a idealização de um convênio para que projetos na área de engenharia e agronomia sejam planejados e executados em parceria. Além disso, as entidades sugeriram apresentar propostas de obras que contribuam para a melhoria dos serviços prestados aos maranhenses.
Segundo o presidente do Sindicato dos Engenheiros, Berilo Macedo, a reuni√£o foi uma demanda das entidades. A pauta foi o estabelecimento desse conv√™nio, dessa parceria. Ficou bem claro que esse √© um momento muito importante para o Maranh√£o e que essa uni√£o das engenharias e essa parceria com o Governo √© de fundamental import√Ęncia para o desenvolvimento do Estado, afirmou ele, que ainda destacou que essa a√ß√£o ajudar√° na valoriza√ß√£o da categoria.
Por enquanto, ainda n√£o foi entregue nenhum documento ao governador Fl√°vio Dino. Os profissionais levaram ao governo do Estado a proposta de estabelecimento do conv√™nio que, na pr√°tica, significa que as entidades de engenharia do Estado possam apresentar propostas ao desenvolvimento do Maranh√£o, com rela√ß√£o aos servi√ßos e obras p√ļblicas de engenharia. O que quer√≠amos com esse encontro era viabilizar essa parceria, para que, em seguida, n√≥s apresent√°ssemos a proposta por escrito. Precis√°vamos desse encontro preliminar, para saber a posi√ß√£o do governador, justifica Macedo. De acordo ele, o governador acolheu muito bem as propostas. Ele entendeu a ideia como um apoio √† sua gest√£o nessa √°rea de engenharia, afirmou. O conv√™nio prev√™, ainda, uma troca de experi√™ncias e parceria com rela√ß√£o ao que o Maranh√£o precisa da categoria da engenharia para o seu desenvolvimento.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA/MA), Cleudson Campos, durante a reunião, após confirmarem a viabilidade da parceria, as entidades se comprometeram a formatar o modelo de parceria ou cooperação técnica entre o próprio CREA/MA, as demais entidades e o Governo, para acompanhamento das obras de engenharia, serviços e obras de engenharia e agronomia no estado do Maranhão. Iremos estudar, detalhadamente, como será feito esse documento. Após a elaboração, retornaremos ao governador Dino. Não há um prazo para finalização, o que permite uma produção mais cuidadosa, explicou.
Carlos Rog√©rio Santos Ara√ļjo, presidente da Associa√ß√£o Brasileira de Engenharia Sanit√°ria e Ambiental (ABES/MA), contou que, al√©m da proposta de parceria, ser√° entregue ao governo do Estado um documento que trata do abastecimento de √°gua para a Grande Ilha. Fl√°vio Dino disse, inclusive, que n√≥s poderemos agendar uma nova reuni√£o para tratar especificamente desse assunto o mais breve poss√≠vel.
Semin√°rio ‚Äď Cleudson Campos revelou que, al√©m da proposta de parceria, a reuni√£o tratou sobre um debate que o Sindicato dos Engenheiros, juntamente com as entidades de classe e o CREA, vai promover no √ļltimo trimestre deste ano, sobre a qualidade dos servi√ßos de obras p√ļblicas de engenharia, com especialistas em temas importantes da engenharia. O pr√≥prio governador sugeriu que se trouxesse para o debate a qualidade asf√°ltica das vias p√ļblicas e estradas para que fossem apresentadas propostas e √© isso que vai ser feito. Vamos trazer tamb√©m a universidade para a discuss√£o para, ao final, apresentar as propostas de melhoria com rela√ß√£o √†s obras p√ļblicas na √°rea de engenharia, contou.
Berilo Macedo acrescenta que, al√©m de especialistas e universidade, o semin√°rio ir√° chamar para o debate a sociedade civil, os √≥rg√£os p√ļblicos e os profissionais da engenharia, principalmente. Nessa oportunidade iremos debater sobre as obras que j√° est√£o em desenvolvimento e as que ser√£o executadas, garantiu.
Ap√≥s a reuni√£o, o presidente do CREA entregou ao governador um documento com as indica√ß√Ķes de um terreno para constru√ß√£o da sede pr√≥pria do Conselho Regional. Ele ir√° analisar e depois dar√° uma posi√ß√£o sobre a possibilidade de um aux√≠lio para aquisi√ß√£o desse terreno, disse Cleudson Campos.
Al√©m do presidente do Sindicato dos Engenheiros (Berilo), participaram da reuni√£o o presidente do CREA, Cleudson Campos; o presidente da ABES, Carlos Rog√©rio Santos Ara√ļjo; o vice-presidente da Associa√ß√£o dos Ge√≥logos (SENGE) e vice-presidente do Sindicato, Agenor Jaguar; e o presidente do Clube de Engenharia, Antonio Emanuel Miguez Diaz.
Fonte: SENGE/MA

Fl√°vio Dino concede entrevista ao El Pais

O governador do¬†Maranh√£o, Fl√°vio Dino (S√£o Luis, 1968), se declara um comunista promovendo o capitalismo no Estado com os piores indicadores sociais de todo o pa√≠s. Depois de cerca de¬†50 anos de dom√≠nio da fam√≠lia Sarney, Dino afirma que se encontrou com um sistema baseado no paternalismo, onde n√£o existe a livre concorr√™ncia, nem o livre mercado, onde s√£o comuns os contratos fantasmas e superfaturados. ‚ÄúQue estou cuidando do capitalismo para depois pensar no socialismo acabou virando piada, mas eu preciso estimular os investimentos, deixar claro aos investidores que h√° respeito √†s regras do jogo, modernizar a economia e n√£o ter grupo protegidos pelo Estado‚ÄĚ.

Militante do Partido Comunista, juiz federal e professor de Direito Constitucional, o governador maranhense representa a mudan√ßa radical que trouxeram as urnas em 2014 no Estado de Maranh√£o, e, como outras vozes no pa√≠s, reclama mais protagonismo dos governadores no cen√°rio de crise atual. ‚ÄúDilma precisa se apoiar em agentes pol√≠ticos que estejam fora do olho do furac√£o‚ÄĚ, afirma.

Pergunta. Qual é o seu maior desafio desde que você assumiu o poder no Maranhão?

Resposta. O mais desafiador é viabilizar uma transição política que consiga melhorar a vida da população, principalmente nesta conjuntura que nós vivemos. Tenho muito claro que depois de 50 anos de domínio dos Sarney não é suficiente apenas substituir quem detém o poder. O obstáculo está em você precisar construir uma nova institucionalidade, consolidar alianças e enfrentar traços culturais de uma tradição, me refiro muito especialmente ao patrimonialismo: o aparato estatal sempre esteve a serviço de interesses privados, pessoais e familiares.

Agora é preciso implementar uma cultura da legalidade, mudar a maneira como se contratam as pessoas, as compras do Governo… Porque tudo era submetido a uma lógica oligárquica, coronelista. Eu digo que tenho uma agenda de quatro séculos. A do século XVIII dos direitos civis; do século XIX dos direitos políticos; do século XX dos direitos sociais; e do século XXI do novo desenvolvimento. Tudo concentrado em um governo só.

P. O que de mais escandaloso você encontrou da gestão anterior?

R. S√£o tantas coisas. A pr√°tica generalizada de contratos fantasmas e superfaturados que n√≥s estamos desmontando: coisas que poderiam ser feitas por 10 milh√Ķes de reais, sendo feitas por 30 milh√Ķes de reais. Isso √© muito chocante para mim. A outra √© o n√≠vel de abandono das pessoas mais pobres. √Č claro que eu sabia disso, mas continua sendo chocante. Para te dar um exemplo, n√≥s ainda temos 1.000 escolas de barro, de palha, escolas que n√£o t√™m ch√£o, onde as crian√ßas n√£o t√™m dinheiro para comprar cal√ßado para ir ao col√©gio. √Č claro que esses meninos n√£o v√£o aprender, que quando fizerem 15 anos v√£o sair da escola.

P. Como voc√™ enfrenta esses desafios com fortes restri√ß√Ķes no or√ßamento?

R. Eu comecei o governo com um cen√°rio de muitos avan√ßos pr√°ticos porque conseguimos cortar 120 milh√Ķes de reais em gastos sup√©rfluos e reunir recursos. Mas cada vez tenho menos dinheiro, a crise nacional chegou com muita for√ßa nas finan√ßas estaduais. As obras federais foram paralisadas e isso gerou desemprego, e a redu√ß√£o dos repasses obrigat√≥rios do Governo federal caiu 20% agora no m√™s de julho. Se essa queda se repetisse durante todo o ano, resultaria na perda de um bilh√£o de reais em um or√ßamento de 14 bilh√Ķes. Isso vai diminuir o ritmo de conquistas. Mas vamos avan√ßar, eu tenho uma opera√ß√£o de cr√©dito com o BNDES, e falo isso para afirmar como esse banco √© importante para o Brasil, ent√£o ainda tenho um saldo para gastar nos pr√≥ximos meses. E fiz muitos cortes de gastos, sobretudo em contratos terceirizados, como o da empresa que administrava as penitenci√°rias, que era um contrato de 16 milh√Ķes e cortamos a quatro milh√Ķes de reais.

P. Como avalia a energia que domina a C√Ęmara nesses dias?

R. Um fato externo da pol√≠tica levou √† dissolu√ß√£o completa da agenda nacional. Esse fato √© a Opera√ß√£o Lava Jato. A pol√≠tica passou a ser pautada pela agenda da pol√≠cia, do poder Judici√°rio, do Minist√©rio P√ļblico. Neste momento, de um lado, o Governo tem dificuldade de abordar a crise econ√īmica e de outro, o Congresso produz debates que s√£o secund√°rios. √Č como se a agenda verdadeira do pa√≠s estivesse sendo secundarizada. E as consequ√™ncias ai est√£o: a crise brasileira tem uma dimens√£o econ√īmica, mas o mais desafiador √© a dimens√£o pol√≠tica. Se n√≥s pegamos as sete √ļltimas elei√ß√Ķes presidenciais, seis foram disputadas pelo PT e o PSDB, e essas for√ßas hoje n√£o conseguem reconduzir o debate pol√≠tico.

P. Qual e sua opini√£o sobre o presidente da C√Ęmara?

R. Hoje Eduardo Cunha tem uma dificuldade objetiva, determinada pela Operação Lava Jato. Progressivamente ele vai ter dificuldades de exercer o cargo que exerce. Na conjuntura atual ele precisa de conflitos para tirar o foco dele, ele não é um agente pacificador neste momento.

De um lado, o Governo tem dificuldade de abordar a crise econ√īmica e de outro, o Congresso produz debates que s√£o secund√°rios

P. Como você acha que se alcança a paz?

R. A solução pode estar entre o PT e o PSDB. Ambos são filhos da esquerda e do pensamento progressista paulista, que só se cindiu em 1994, na primeira eleição que Lula e FHC disputaram em cantos opostos. Eu não consigo imaginar que vamos sair de onde estamos com saídas convencionais. Não é possível revigorar o lulismo, por exemplo, a realidade não comporta essa solução. A conjuntura exige três movimentos. Primeiro, deve-se criar algum tipo de diálogo entre as principais forças políticas do país, sobretudo no nível institucional: regras do jogo, tirar o impeachment da mesa, respeitar a autonomia da polícia e do Judiciário, liberdade para desfecho da Lava Jato… Segundo, a esquerda deve se reorganizar. Eu defendo algo parecido à Frente Ampla do Uruguai ou à Concertação chilena [união de 17 partidos]. Ou seja, os partidos mantêm suas identidades históricas, mas se aglutinam em uma nova institucionalidade, para você ter um novo polo na esquerda. Em terceiro lugar, Dilma deve se apoiar nas lideranças políticas que não estão no olho do furacão, que são os governadores dos Estados. Ela tem que tentar construir uma agenda para o país que seja fora da agenda da crise política.

P. √Č poss√≠vel?

R. Este √ļltimo movimento pressup√Ķe uma mudan√ßa na pol√≠tica econ√īmica vigente. Sobre tudo no que se refere ao financismo, √† vis√£o dogm√°tica do ajuste fiscal como uma imposi√ß√£o indeclin√°vel dos mercados financeiros. Se voc√™ analisar friamente, os indicadores n√£o s√£o tr√°gicos assim: 6% de desemprego, 9% de infla√ß√£o, 58% de rela√ß√£o da d√≠vida com o PIB, n√≥s temos algum espa√ßo de manobra, n√£o estamos em um beco sem sa√≠da. Agora, √© preciso querer sair do beco, e o financismo o impede, porque ele s√≥ coloca um ciclo vicioso com vi√©s de baixa: recess√£o, juros altos e cortes de gastos se retroalimentam. voc√™ continuar nessa agenda vai aprofundar a recess√£o de modo incontrol√°vel. E acho que esse √© o debate mais importante neste momento. Em s√≠ntese, √© preciso novos atores com uma nova agenda.

P. Voc√™ √© governador de um Estado entre duas regi√Ķes, a Amaz√īnia e o Nordeste. Os governadores do nordeste explicitaram na Carta de Teresina apoio √† presidenta Dilma. Por que n√£o tem surgido a mesma iniciativa do Norte no √ļltimo encontro de governadores?

Hoje Eduardo Cunhatem uma dificuldade objetiva, determinada pela Operação Lava Jato. Ele vai ter dificuldades de exercer o cargo que exerce

R. As cartas s√£o uma express√£o do pensamento m√©dio. No caso da Amaz√īnia o pensamento m√©dio √© uma defesa das regras do jogo democr√°tico e n√£o houve consenso para uma referencia expl√≠cita de apoio a presidenta. Foi discutida, eu defendi, mas n√£o passou. Havia diverg√™ncias pol√≠ticas.

P. Defenderia o impeachment de Rousseff?

R. Sou radicalmente contra o impeachment, primeiro por convicção jurídica. O impeachment do presidencialismo não é igual à moção de confiança do parlamentarismo. Não existe impeachment por impopularidade. Não há nenhuma decisão do TCU [Tribunal de Contas da União]. Mas vamos imaginar que o argumento é valido, mesmo eu pensando que as tais pedaladas fiscais são ficção porque não houve operação de crédito disfarçada, o caso é do mandato anterior. Você não pode revogar um mandato com base em um fato de mandato anterior. Isso é juridicamente indiscutível. E segundo por considerar que uma eventual saída da presidenta Dilma iria aprofundar a crise institucional que nós ainda não resolvemos.

P. Voltando ao Maranh√£o, como pretende resolver os problemas de viol√™ncia e corrup√ß√£o nas penitenci√°rias do Estado, famosas por casos como as decapita√ß√Ķes e canibalismo em Pedrinhas?

R. Hoje Pedrinhas n√£o √© t√£o diferente de outras penitenci√°rias do Brasil. N√≥s reduzimos a mortalidade nos pres√≠dios em 63% e as fugas em 61%. N√£o √© zero, eu sei. Este ano tivemos quatro mortes no sistema prisional, no ano passado eram 20. Mas voc√™ vai me dizer que quatro mortes √© um absurdo, e eu vou concordar. √Č absurdo. Esse ano tivemos j√° 15 fugas, a maioria derivadas de acordos dos presos com agentes das pris√Ķes. Por isso substitu√≠mos praticamente todos os 968 funcion√°rios terceirizados do sistema.

P. O que significaria para um sistema prisional como o do Maranhão se a redução da maioridade penal fosse aprovada?

R. Eu j√° enfrento essa dificuldade, porque nossa popula√ß√£o penitenci√°ria cresceu neste ano 10% em seis meses, hoje temos 6.800 presos. Ent√£o se aprovassem essa medida, n√£o seria sustent√°vel. Fora a parte pr√°tica, sou totalmente contra porque √© uma falsa solu√ß√£o, uma vez que a participa√ß√£o dos menores em crimes √© absolutamente minorit√°ria. O que devemos √© aprimorar os mecanismos de puni√ß√£o antes que promover o aumento da superpopula√ß√£o carcer√°ria com base em um argumento que vai levar √† redu√ß√£o primeiro at√© os 12 anos, e depois at√© os 10 anos. Porque as quadrilhas v√£o recrutar crian√ßas cada vez mais novas. Estamos gastando energia c√≠vica neste assunto, perdendo o tempo. Por que as institui√ß√Ķes no Brasil est√£o todas enfraquecidas? Porque a sociedade n√£o est√° se reconhecendo na institucionalidade que deixou de debater o que realmente importa, como a agenda da qualidade servi√ßos p√ļblicos. Enquanto continua o debate pol√≠tico, o povo continua pendurado no √īnibus, no subemprego, na moradia prec√°ria‚Ķ

 

Militante do Partido Comunista, juiz federal e professor de Direito Constitucional, o governador maranhense representa a mudan√ßa radical que trouxeram as urnas em 2014 no Estado de Maranh√£o, e, como outras vozes no pa√≠s, reclama mais protagonismo dos governadores no cen√°rio de crise atual. ‚ÄúDilma precisa se apoiar em agentes pol√≠ticos que estejam fora do olho do furac√£o‚ÄĚ, afirma.

Pergunta. Qual é o seu maior desafio desde que você assumiu o poder no Maranhão?

Resposta. O mais desafiador é viabilizar uma transição política que consiga melhorar a vida da população, principalmente nesta conjuntura que nós vivemos. Tenho muito claro que depois de 50 anos de domínio dos Sarney não é suficiente apenas substituir quem detém o poder. O obstáculo está em você precisar construir uma nova institucionalidade, consolidar alianças e enfrentar traços culturais de uma tradição, me refiro muito especialmente ao patrimonialismo: o aparato estatal sempre esteve a serviço de interesses privados, pessoais e familiares.

Agora é preciso implementar uma cultura da legalidade, mudar a maneira como se contratam as pessoas, as compras do Governo… Porque tudo era submetido a uma lógica oligárquica, coronelista. Eu digo que tenho uma agenda de quatro séculos. A do século XVIII dos direitos civis; do século XIX dos direitos políticos; do século XX dos direitos sociais; e do século XXI do novo desenvolvimento. Tudo concentrado em um governo só.

P. O que de mais escandaloso você encontrou da gestão anterior?

R. S√£o tantas coisas. A pr√°tica generalizada de contratos fantasmas e superfaturados que n√≥s estamos desmontando: coisas que poderiam ser feitas por 10 milh√Ķes de reais, sendo feitas por 30 milh√Ķes de reais. Isso √© muito chocante para mim. A outra √© o n√≠vel de abandono das pessoas mais pobres. √Č claro que eu sabia disso, mas continua sendo chocante. Para te dar um exemplo, n√≥s ainda temos 1.000 escolas de barro, de palha, escolas que n√£o t√™m ch√£o, onde as crian√ßas n√£o t√™m dinheiro para comprar cal√ßado para ir ao col√©gio. √Č claro que esses meninos n√£o v√£o aprender, que quando fizerem 15 anos v√£o sair da escola.

P. Como voc√™ enfrenta esses desafios com fortes restri√ß√Ķes no or√ßamento?

R. Eu comecei o governo com um cen√°rio de muitos avan√ßos pr√°ticos porque conseguimos cortar 120 milh√Ķes de reais em gastos sup√©rfluos e reunir recursos. Mas cada vez tenho menos dinheiro, a crise nacional chegou com muita for√ßa nas finan√ßas estaduais. As obras federais foram paralisadas e isso gerou desemprego, e a redu√ß√£o dos repasses obrigat√≥rios do Governo federal caiu 20% agora no m√™s de julho. Se essa queda se repetisse durante todo o ano, resultaria na perda de um bilh√£o de reais em um or√ßamento de 14 bilh√Ķes. Isso vai diminuir o ritmo de conquistas. Mas vamos avan√ßar, eu tenho uma opera√ß√£o de cr√©dito com o BNDES, e falo isso para afirmar como esse banco √© importante para o Brasil, ent√£o ainda tenho um saldo para gastar nos pr√≥ximos meses. E fiz muitos cortes de gastos, sobretudo em contratos terceirizados, como o da empresa que administrava as penitenci√°rias, que era um contrato de 16 milh√Ķes e cortamos a quatro milh√Ķes de reais.

P. Como avalia a energia que domina a C√Ęmara nesses dias?

R. Um fato externo da pol√≠tica levou √† dissolu√ß√£o completa da agenda nacional. Esse fato √© a Opera√ß√£o Lava Jato. A pol√≠tica passou a ser pautada pela agenda da pol√≠cia, do poder Judici√°rio, do Minist√©rio P√ļblico. Neste momento, de um lado, o Governo tem dificuldade de abordar a crise econ√īmica e de outro, o Congresso produz debates que s√£o secund√°rios. √Č como se a agenda verdadeira do pa√≠s estivesse sendo secundarizada. E as consequ√™ncias ai est√£o: a crise brasileira tem uma dimens√£o econ√īmica, mas o mais desafiador √© a dimens√£o pol√≠tica. Se n√≥s pegamos as sete √ļltimas elei√ß√Ķes presidenciais, seis foram disputadas pelo PT e o PSDB, e essas for√ßas hoje n√£o conseguem reconduzir o debate pol√≠tico.

P. Qual e sua opini√£o sobre o presidente da C√Ęmara?

R. Hoje Eduardo Cunha tem uma dificuldade objetiva, determinada pela Operação Lava Jato. Progressivamente ele vai ter dificuldades de exercer o cargo que exerce. Na conjuntura atual ele precisa de conflitos para tirar o foco dele, ele não é um agente pacificador neste momento.

De um lado, o Governo tem dificuldade de abordar a crise econ√īmica e de outro, o Congresso produz debates que s√£o secund√°rios

P. Como você acha que se alcança a paz?

R. A solução pode estar entre o PT e o PSDB. Ambos são filhos da esquerda e do pensamento progressista paulista, que só se cindiu em 1994, na primeira eleição que Lula e FHC disputaram em cantos opostos. Eu não consigo imaginar que vamos sair de onde estamos com saídas convencionais. Não é possível revigorar o lulismo, por exemplo, a realidade não comporta essa solução. A conjuntura exige três movimentos. Primeiro, deve-se criar algum tipo de diálogo entre as principais forças políticas do país, sobretudo no nível institucional: regras do jogo, tirar o impeachment da mesa, respeitar a autonomia da polícia e do Judiciário, liberdade para desfecho da Lava Jato… Segundo, a esquerda deve se reorganizar. Eu defendo algo parecido à Frente Ampla do Uruguai ou à Concertação chilena [união de 17 partidos]. Ou seja, os partidos mantêm suas identidades históricas, mas se aglutinam em uma nova institucionalidade, para você ter um novo polo na esquerda. Em terceiro lugar, Dilma deve se apoiar nas lideranças políticas que não estão no olho do furacão, que são os governadores dos Estados. Ela tem que tentar construir uma agenda para o país que seja fora da agenda da crise política.

P. √Č poss√≠vel?

R. Este √ļltimo movimento pressup√Ķe uma mudan√ßa na pol√≠tica econ√īmica vigente. Sobre tudo no que se refere ao financismo, √† vis√£o dogm√°tica do ajuste fiscal como uma imposi√ß√£o indeclin√°vel dos mercados financeiros. Se voc√™ analisar friamente, os indicadores n√£o s√£o tr√°gicos assim: 6% de desemprego, 9% de infla√ß√£o, 58% de rela√ß√£o da d√≠vida com o PIB, n√≥s temos algum espa√ßo de manobra, n√£o estamos em um beco sem sa√≠da. Agora, √© preciso querer sair do beco, e o financismo o impede, porque ele s√≥ coloca um ciclo vicioso com vi√©s de baixa: recess√£o, juros altos e cortes de gastos se retroalimentam. voc√™ continuar nessa agenda vai aprofundar a recess√£o de modo incontrol√°vel. E acho que esse √© o debate mais importante neste momento. Em s√≠ntese, √© preciso novos atores com uma nova agenda.

P. Voc√™ √© governador de um Estado entre duas regi√Ķes, a Amaz√īnia e o Nordeste. Os governadores do nordeste explicitaram na Carta de Teresina apoio √† presidenta Dilma. Por que n√£o tem surgido a mesma iniciativa do Norte no √ļltimo encontro de governadores?

Hoje Eduardo Cunhatem uma dificuldade objetiva, determinada pela Operação Lava Jato. Ele vai ter dificuldades de exercer o cargo que exerce

R. As cartas s√£o uma express√£o do pensamento m√©dio. No caso da Amaz√īnia o pensamento m√©dio √© uma defesa das regras do jogo democr√°tico e n√£o houve consenso para uma referencia expl√≠cita de apoio a presidenta. Foi discutida, eu defendi, mas n√£o passou. Havia diverg√™ncias pol√≠ticas.

P. Defenderia o impeachment de Rousseff?

R. Sou radicalmente contra o impeachment, primeiro por convicção jurídica. O impeachment do presidencialismo não é igual à moção de confiança do parlamentarismo. Não existe impeachment por impopularidade. Não há nenhuma decisão do TCU [Tribunal de Contas da União]. Mas vamos imaginar que o argumento é valido, mesmo eu pensando que as tais pedaladas fiscais são ficção porque não houve operação de crédito disfarçada, o caso é do mandato anterior. Você não pode revogar um mandato com base em um fato de mandato anterior. Isso é juridicamente indiscutível. E segundo por considerar que uma eventual saída da presidenta Dilma iria aprofundar a crise institucional que nós ainda não resolvemos.

P. Voltando ao Maranh√£o, como pretende resolver os problemas de viol√™ncia e corrup√ß√£o nas penitenci√°rias do Estado, famosas por casos como as decapita√ß√Ķes e canibalismo em Pedrinhas?

R. Hoje Pedrinhas n√£o √© t√£o diferente de outras penitenci√°rias do Brasil. N√≥s reduzimos a mortalidade nos pres√≠dios em 63% e as fugas em 61%. N√£o √© zero, eu sei. Este ano tivemos quatro mortes no sistema prisional, no ano passado eram 20. Mas voc√™ vai me dizer que quatro mortes √© um absurdo, e eu vou concordar. √Č absurdo. Esse ano tivemos j√° 15 fugas, a maioria derivadas de acordos dos presos com agentes das pris√Ķes. Por isso substitu√≠mos praticamente todos os 968 funcion√°rios terceirizados do sistema.

P. O que significaria para um sistema prisional como o do Maranhão se a redução da maioridade penal fosse aprovada?

R. Eu j√° enfrento essa dificuldade, porque nossa popula√ß√£o penitenci√°ria cresceu neste ano 10% em seis meses, hoje temos 6.800 presos. Ent√£o se aprovassem essa medida, n√£o seria sustent√°vel. Fora a parte pr√°tica, sou totalmente contra porque √© uma falsa solu√ß√£o, uma vez que a participa√ß√£o dos menores em crimes √© absolutamente minorit√°ria. O que devemos √© aprimorar os mecanismos de puni√ß√£o antes que promover o aumento da superpopula√ß√£o carcer√°ria com base em um argumento que vai levar √† redu√ß√£o primeiro at√© os 12 anos, e depois at√© os 10 anos. Porque as quadrilhas v√£o recrutar crian√ßas cada vez mais novas. Estamos gastando energia c√≠vica neste assunto, perdendo o tempo. Por que as institui√ß√Ķes no Brasil est√£o todas enfraquecidas? Porque a sociedade n√£o est√° se reconhecendo na institucionalidade que deixou de debater o que realmente importa, como a agenda da qualidade servi√ßos p√ļblicos. Enquanto continua o debate pol√≠tico, o povo continua pendurado no √īnibus, no subemprego, na moradia prec√°ria‚Ķ

Politica colinense em notas

Carlos Brand√£o em Colinas

O Vice Governador Carlos Brand√£o esteve em Colinas no √ļltimo final de semana para participar da tradicional Vaquejada Colinense, no Parque Onildo Maior. A vinda do tucano gerou movimenta√ß√£o politica na cidade, reunindo Prefeitos e ex-Prefeitos da regi√£o. De Colinas al√©m de lideran√ßas politicas, 06 vereadores conversaram com o Vice Governador. Participaram os Vereadores Carlinhos, Regia, Bima, Nonato, Osvaldinho e Walterly.

Oposição buscando entendimento

A oposi√ß√£o em Colinas, antes distante, j√° apresenta sinais claros de maturidade politica. As intermedia√ß√Ķes para um prov√°vel entendimento passam pelas m√£os do Vice Governador Carlos Brand√£o e pelo Secret√°rio M√°rcio Jerry, onde at√© aqui os dois mostraram bom entrosamento. No √ļltimo final de semana o Vice Governador conversou com a Vereadora R√©gia e com o Ex-Deputado Z√© Eider. O resultado foi positivo.

Regia no PCdob

A Vereadora Regia Barroso dever√° se filiar ao PCdoB nos pr√≥ximos meses, refor√ßando o partido do Governador. Com atua√ß√£o destacada na C√Ęmara Municipal, apoio dos evang√©licos e simpatia das lideran√ßas politicas, a Vereadora v√™m sendo apontada como nome natural para disputa para Prefeita. Cautelosa, no entanto, Regia prefere manter-se concentrada no trabalho como Vereadora e l√≠der evang√©lica.

 

Secret√°rio Marcio Jerry cumpre agenda em Colinas

Marcio Jerry e lideranças sendo recebidos por Zé Eider

O Secret√°rio de Articula√ß√£o Politica e Assuntos Federativos do Governo do Estado, Marcio Jerry, cumpriu intensa agenda politica na √ļltima quinta e sexta em Colinas. Convidado pela Associa√ß√£o de Colinenses para encontro de ex-alunos do CINEC, Marcio Jerry participou de plen√°ria do evento, enfatizando o papel exercido pelo Prof. Macedo √° frente do CINEC e as a√ß√Ķes empreendidas pelo governo na cidade. O ponto forte foi o anuncio da constru√ß√£o do Instituto de Educa√ß√£o, Ci√™ncia e Tecnologia do Maranh√£o, que funcionar√° em regime integral.

Al√©m disso, o Secret√°rio cumpriu agenda visitando escolas estaduais e o Hospital Carlos Macieira. A classe politica tamb√©m foi prestigiada com ida do Secret√°rio √† C√Ęmara Municipal, e as residencias do ex-Prefeito Z√© Henrique e do Ex-Deputado Z√© Eider. A comitiva contou com a participa√ß√£o do Presidente do CREA Cleudson Campos e do Superintendente de Articula√ß√£o Politica da Regional de S√£o Joao dos Patos, Jardel.

Assembleia de Deus promove grande evento em Colinas

Os evangélicos da Assembleia de Deus promoveram entre os dias 17 e 19 de Julho ,em Colinas, o  XVIII Congresso da UMADS- União de Mocidade das Assembleias de Deus no Sertão. No Domingo(19)uma grande caminhada percorreu as ruas da cidade.

O evento contou com a participa√ß√£o de cerca de 2000 jovens e foi uma grande demonstra√ß√£o de f√©. Organizador do evento, o Pastor Ces√°rio Moreira mostrou-se entusiasmado ao dirigir a palavra as milhares de presentes ao evento. Para a Vereadora R√©gia, membro da Igreja Crist√Ę Evang√©lica e apoiadora do evento, a juventude precisa cada vez mais buscar a f√© como fonte de inspira√ß√£o e busca de Deus.

 

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